Todo dia se enchia de esperança quando acordava. Achava uma divindade, o mundo não acabou.
Se preparava para surpresas, e nada.
Contentou-se então de somente viver, nem esperar, nem amar, viver enfim. mas, como é que se vive? Se cançou.
Rasgou o vestido, trepou com o nego da verduraria, extravasou e se arreganhou, até vibrar suas entranhas e artérias, parou.
Sem sentido, sem cor, sem graça, sem nada. Era a vida como via.
Resolveu buscar Deus. Foi a igreja pedir mil perdões. Ajoelhou-se, arrependeu-se. Fez da vida mentira. Enjoou-se do domingo matinal, blefou.
Foi pro bar. Descobriu a cachaça e outras desgraças dali e resolveu se embalar. Vista como vadia, mulher da vida, chorou. Borrou sua maquiagem já era fim de tarde não agüentou, suicidou.
Mas nos últimos segundinhos dessa ingrata irreversível, foi que percebeu quer era ela a responsável de fazer acontecer e não esperar e ver pra crer. Aí, perto do fim viu quer uma caixa e as surpresas ela que tinha que inventar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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